segunda-feira, 19 de julho de 2010

Acidentes com motos matam uma pessoa por dia em São Paulo.

Acelerar sobre duas rodas é desafiar a morte a cada metro de asfalto, e são muitos os que não chegam ao final da corrida. Hoje, os acidentes com motos matam pelo menos uma pessoa por dia só na cidade de São Paulo.

É segunda causa de morte no trânsito. Entre as vítimas, estão muitos motoboys.

Quando, onde e por que vai acontecer o pior? O medo anda sempre junto com os motoqueiros.

O soldado Carlos Eduardo sabe disso. Ele é um bombeiro que também trabalha sobre duas rodas.

"Com a motocicleta, a gente chega muito mais rápido do que com a viatura de resgate. Então, foi criado para chegar e dar os primeiros atendimentos até uma unidade de resgate chegar", explica.

Eles trabalham em dupla e levam na mochila material de primeiros socorros. Às vezes, só mesmo pela calçada para seguir em frente.

O Globo Repórter acompanhou o soldado Carlos Eduardo e chegou a um acidente de trânsito. O motoboy estava caído no asfalto. Tentou passar entre um carro e um ônibus e não deu. "Ele bateu em mim e saiu rolando. Passou uns três dedos da roda do ônibus a cabeça do rapaz", conta o motorista do carro Paulo Beraldo.

"É chocante. A gente fica com um sentimento culposo, mas fazer o quê? Acabou com meu dia hoje”, declara o motorista do ônibus Avelino de Jesus.

"Eles têm muita pressa, só querem saber de chegar e não se preocupam com a própria vida deles. Essa é nossa rotina: socorrer motoqueiros todos os dias", afirma o soldado bombeiro Carlos Eduardo.
E lá vai mais um motoboy ferido para o hospital. Na rua, as marcas vão apagar logo.

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