sexta-feira, 21 de maio de 2010

O que fazer se bater o carro ?

Do início do ano até a última quarta-feira, a Superintendência de Trânsito e Transporte de Salvador (Transalvador) havia registrado 735 acidentes nas vias da cidade, desses, 691 com feridos, 36 mortos e oito sem maior gravidade. Segundo o órgão é importante que ao se envolver em qualquer tipo de acidente de trânsito, a pessoa faça o registro em algum dos postos da Transalvador, mas o motorista deve tomar alguns cuidados.

De acordo com o artigo 178 do Código Brasileiro de Trânsito, o condutor que se envolve em acidentes sem vítimas deve tirar o automóvel das vias. “Se não fizer, pode ser multado em R$ 86 e menos quatro pontos na carteira”, explica o gerente de trânsito Janivaldo Rosário. Segundo ele, a medida tem como objetivo não causar congestionamento nas ruas e avenidas.

Em caso de colisão com qualquer tipo de ferido, a pessoa deve - de preferência – registrar o fato na sede da Transalvador, no Vale dos Barris, além de fazer um Boletim de Ocorrência (B.O.) em alguma delegacia. “Pois nestes casos a situação não é mais tratada como acidente, mas sim como crime de trânsito”, alerta Rosário.

Conforme ele, é importante também, que em situações desse tipo seja chamada uma equipe médica para realizar uma avaliação. “É necessário o atendimento médico; apenas ele pode avaliar o grau da lesão”, acrescenta. Os automóveis também são encaminhados para perícia no Departamento de Polícia Técnica (DPT).

Se o outro condutor se evadir do local, é importante que a placa – letras, números e município – seja anotada, além da descrição da via e horário. “Não precisa discutir e muito menos sair em perseguição”, explica o gerente de trânsito. De acordo com ele, estes casos geralmente vão parar no Juizado Especial de Trânsito. “E a primeira audiência é sempre de conciliação e a pessoa deve ter feito três orçamentos. Se conseguir uma testemunha também é importante”, lembra ele.

Quando o outro dá no pé – Depois de se envolver num acidente de trânsito na Avenida Luiz Viana (Paralela), a professora Andréa Santos, 39 anos, levou quase seis meses para fazer o reparo no veículo. “Foi uma batida de leve, mas o outro condutor fugiu. Como não tinha anotado nenhum dado foi mais complicado ainda”, depois de tentar, sem sucesso contato com o outro motorista a professora cansou. “Era como procurar uma agulha no palheiro, paguei a franquia e fiz o conserto”.

Sorte parecida teve o funcionário público Eduardo Mendes, 35 anos. Depois de bater o carro na Avenida D. João VI, ele e o outro motorista conversaram e trocaram telefones. Sem vítimas o registro na Transalvador foi realizado alguns dias depois do fato. “Tudo sem problemas. Fiz os três orçamentos e fui entrar em contato com o outro condutor quando veio a surpresa. O celular não atendia e no número fixo a informação era de que ele teria ido para Barcelona, pois morava lá”.

O funcionário público informou ainda que a pessoa que atendeu a ligação informou que entraria em contato com o responsável e daria um retorno. “Isso já tem mais de seis meses que estou sem resposta. Acho que ele deveria entrar em contato comigo antes de viajar. Não quero entrar na justiça pois é muito demorado, mas parece que não vai ter jeito”, lamenta.

Fonte: Tribuna da Bahia
http://portaldobeiru.com/-noticias/-noticias/783-o-que-fazer-se-bater-o-carro.html

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